Como escrever textos publicitários sem ser da publicidade

Primeiro, comecemos com a definição de texto publicitário: Todo texto que vai ser usado em uma peça publicitária. Inclui a redação das palavras que vão aparecer na peça e/ou a descrição da mesma, no caso de um post é a legenda, por exemplo.

Agora, vamos para o entendimento de que toda peça de publicidade deve conversar com os públicos a quem se destina. E usamos a palavra conversar porque a ideia de “atingir” já é obsoleta. Públicos, hoje, são extremamente ativos e oferecem feedbacks em tempo real. Ou seja, não é mais uma publicidade que mira em um público-alvo, como uma flecha, mas, sim, uma comunicação que vai e volta, como um diálogo. Daí vem o termo popular no meio acadêmico: Comunicação Dialógica.

Chegamos então na noção de criatividade. Para a maioria das pessoas a criatividade é um dom, um talento, algo inato que você nasce com ou sem. É comum ouvir alguém dizer “fulano é muito criativo”. Porém, assim como tudo na vida, a criatividade é uma habilidade, algo passível de ser desenvolvido. Algumas pessoas de fato tem mais facilidade para criação em certas áreas, como design. Mas, até elas, podem ter mais dificuldades em outras áreas, como a resolução de problemas ou música.

Para nós, e esse conceito vem inspirado no de Roberto Martini, fundador da FLAGCX: a criatividade é uma combinação de referências + contexto. Lavoisier já dizia que nada se cria, tudo se transforma. Como somos seres sociais, nossas construções mentais seguem a mesma lógica, de apreender o que está ao nosso redor e transformar para criar coisas novas. Traduzindo: apreender as referências e aplicá-las nos contextos.

Como fazer isso na prática então? É aí que voltamos pro nosso texto publicitário (mas já entendendo que o processo pode ser usado para qualquer outra criação). Sabendo que conhecemos os nossos públicos e entendemos com qual linguagem se comunicam (mais jovem e informal? séria e jornalística? subversiva e dinâmica?). E que entendendo que criatividade não é um dom, podemos seguir o processo abaixo:

1 / Pesquisa de referências – Com qual texto eu quero parecer? Qual é a marca ou pessoa que eu admiro e quero escrever de forma semelhante? Importante entender que essa admiração deve estar alinhada a ideia do público e não apenas a um gosto pessoal;

2 / Escrita sem preconceitos – Dedo no teclado e texto fluindo. O importante aqui é não se bloquear e deixar a coisa acontecer. Melhor escrever um tanto de coisas sem sentido e depois ir re-escrevendo do que travar e se sentir bloqueado, procrastinando a escrita;

3 / Autocorretor nosso de todo dia – Conferência de erros de português através do word ou outra ferramenta adequada (lembrando que linguagem informal não significa ter erros de português. A informalidade é proposital, o erro é a falta de conhecimento).

4 / Validação – Com o texto em mãos e já sem erros de português, a ideia agora é ler e comparar com as referências pesquisadas. Está parecido? O que aquele texto tem que o meu não tem? Será que consigo fazer algo semelhante? Se houver alguém para opinar ou ajudar, melhor ainda.

Por fim, é ter a calma de saber que a prática leva à melhoria. Existem pessoas que vivem disso ou tem extrema facilidade na escrita, por acúmulo de referências ou experiências. E está tudo bem, o texto publicitário geralmente não precisa ser uma obra de arte, apenas condizente com a linguagem desejada e sem erros de português. Com o tempo ele pode ir ficando mais sexy, ganhando estilo, características singulares e ficando ainda mais interessante.

E se, depois de tudo, ainda sentir a necessidade de alguém profissional pra escrever o texto, pode-se contratar uma agência ou profissional freelancer. Você já vai ter seu próprio texto como termômetro de qualidade e pode avaliar o trabalho contratado em cima disso, com mais propriedade. Se quiser conversar mais sobre as opções disponíveis para contratação, clica ali no botão de “Contato” e fala com a gente.